As expedicionárias do Desafio Polar no momento mais duro e difícil

Depois de um difícil começo, com o tempo, contra, e sem poder usar os trenós de carga, Encarnação, Micaela, Ester, Lorena e Ana Belén chegaram e instalaram o acampamento no mar de gelo que fica a 30 quilômetros da nascente, na geleira de Sondre Qipisarca.

Embora a marcha da cordada tenha sido lenta pela dificuldade de ir evitando as rachaduras, o objetivo do dia foi cumprida ontem com nota e tanto as forças como os ânimos ainda estão intactos, perante as próximas jornadas, que também oferecerão as dificuldades próprias de uma das regiões mais inexploradas do planeta.

“Hoje nós temos dado uma boa surra porque o vento nos colocou muito difícil e as rachaduras no gelo vivo nos têm obrigado a fazer todo tipo de precauções, inclusive tivemos que recorrer a técnicas que só são utilizados em situações tecnicamente muito complexas”, disse à Efe a comunicação com a base de lã de Qassiarsuk o guia da expedição, Curro González.

Conforme foi comentado em Curro, o desempenho das cinco mulheres está “superando até mesmo” as expectativas iniciais, sobre tudo tendo em conta que não são atletas profissionais e que se defrontam pela primeira vez, um desafio de tal magnitude.

“Seu comportamento, tanto no físico como no técnico, está sendo ótimo e a capacidade de sofrimento é ilimitado, o que anima o resto da expedição. Na hora de salvar as rachaduras com as pulkas operam na perfeição as técnicas aprendidas há apenas alguns dias”, acrescentou o responsável da cordada.

Lorena Blázquez, momentos antes de montar o acampamento a cerca de 700 metros de altitude, declarou ter vivido uma jornada dura, mas emocionante, e com a sensação de que a cada dia que passa as sensações são melhores”.

“Somos uma equipe com letras maiúsculas, nos ajudamos em tudo e isso será a base para cumprir com o nosso desafio. Nem o vento, nem as rachaduras nem o frio pode nos parar”, disse.

A expedição Desafio Pelayo Vida Polar 2017 tem diante de si o desafio de cruzar o Ártico surgroenlandés através de cerca de 200 quilómetros a pé e 100 caiaque entre icebergs através dos fiordes desta zona da Gronelândia, a segunda maior ilha do mundo, só superada em extensão pela Austrália.

A mensagem final é mostrar que “depois do câncer há vida”, daí que os cinco valentes escolhidas têm diante de si um desafio desportivo e, acima de tudo, pessoal, que culminarão nos próximos dias. O regresso a Lisboa está prevista para dentro de uma semana, no próximo dia 27 de setembro.

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