As enfermeiras contas a sua realidade, cansadas de estereótipos.

O mundo de hoje está repleto de estereótipos. Se você é dos que pensam que as enfermeiras não estudam carreira universitária, e que seus estudos duram apenas três anos, que só trabalham em hospitais ou que dependem sempre do médico, infelizmente, a sua visão é muito impensadas, mas vamos contar qual é a realidade

Imagem da campanha de SATSE “Rompe com os estereótipos”

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Em sua nova campanha de informação e sensibilização “Rompe com os estereótipos”, o Sindicato de Enfermagem SATSE foi distribuído um material informativo com o que quer colocar um fim a toda uma cadeia de crenças errôneas.

SATSE foi publicado paralelamente uma pesquisa em nove de cada dez enfermer@s considera que ainda persistem estereótipos sexistas e calisto relacionados com a Enfermagem, especialmente com as mulheres.

Para mais de 94% das 9.257 enfermer@s que participaram neste inquérito, a imagem que se move através dos meios de comunicação (uniforme, materiais, equipamentos, ambiente de trabalho…) e também por outras áreas (cinema, espectáculos, moda…) não está de acordo com as suas competências e funções reais dentro do Sistema de Saúde.

Estereótipos versus realidade

Estereótipo: os enfermeiros trabalham somente por vocação/Realidade:os enfermeiros são profissionais de saúde qualificados.

Estereótipo:as enfermeiras não estudam na universidade/Realidade: as enfermeiras estudam uma carreira universitária, de quatro anos, e outros dois de especialização.

Estereótipo:os enfermeiros são chamados também ATS ou praticantes/Realidade: há décadas só são chamados de enfermeiras e enfermeiros.

Estereótipo: as enfermeiras dependem do médico/ Realidade: as enfermeiras trabalham de forma autônoma, em coordenação com outros profissionais, incluindo o médico.

Estereótipo: as enfermeiras não tomam decisões e colocam os tratamentos que manda o médico/Realidade: as enfermeiras decidem, dirigem e prestam os cuidados necessários para manter e melhorar a saúde dos cidadãos, com plena autonomia, no âmbito de suas competências.

Estereótipo: as enfermeiras só trabalham em hospitais e centros de saúde/Realidade: as enfermeiras trabalham, além disso, nos serviços sócio-sanitários, domicílios, escolas, empresas, exército, instituições públicas e privadas.

Estereótipo: as enfermeiras só atendem a pessoas doentes/Realidade:as enfermeiras realizam educação em saúde, prevenção, pesquisam, fazem a futuros profissionais e gerenciam recursos humanos e materiais, em muitos domínios.

Estereótipo: a enfermagem é uma profissão só de mulheres/Realidade: Em torno de 20 por cento do coletivo são homens.

A campanha contra os estereótipos, em vigor até o próximo mês de junho, inclui um endereço de e-mail opina@satse.es, assim como um número de telefone, 682622021, para que, através do Whatsapp, os profissionais ofereçam seus testemunhos sobre situações que criaram um “ataque” à sua dignidade.

Também foi impulsionado uma recolha de assinaturas, através de Change.org, para que o Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade constitua um Observatório da Mulher no âmbito da saúde, bem como o envio de cartas a responsáveis das Administrações Públicas, partidos políticos, meios de comunicação e associações e outros coletivos em que se pede a sua colaboração para acabar com os estereótipos.

Todo um ciclo de vida

Mas é que, além das enfermeiras e enfermeiros cuidam das pessoas ao longo de todo o seu ciclo vital e SATSE nos conta assim:

Antes de nascer:

Atenção para a mulher e controle durante a gravidez

Parto e pós-parto

Educação para a saúde da grávida

Identificação de gestações de alto risco

Promoção do aleitamento materno

Infância e adolescência:

Dicas de amamentação e posterior alimentação

Educação em saúde para a prevenção de acidentes e de síndrome de morte súbita

Acompanhamento e administração de vacinas.

Identificação de fatores de risco de maus-tratos e Prevenção e abordagem dos transtornos de alimentação

Na idade adulta:

Saúde reprodutiva da mulher, orientação e planejamento familiar

Controlo durante a gravidez, parto e pós-parto

Atenção na menopausa

Prevenção e detecção da violência de gênero

Prevenção e detecção de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer…

Prevenção e tratamento da dependência de drogas

Distúrbios do sono

Saúde no trabalho e cirurgia menor

Problemas de saúde mental

Luto e Cuidados paliativos

Em pessoas idosas:

Exames de saúde para detectar os problemas dos idosos e seus riscos (isolamentos, quedas…)

Educação para a saúde (higiene, alimentação…)

Promoção do auto-cuidado e envelhecimento ativo

Vacinações e Controle de doenças crônicas

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